POR QUE PLANTAR FLORESTAS?

A sociedade necessita cada vez mais de produtos de base florestal para a sua sobrevivência e conforto. As florestas nativas, antes abundantes em todo o mundo, estão cada vez mais escassas e ameaçadas de desaparecerem. O pouco que resta é indispensável para a manutenção da biodiversidade e de diversos serviços ambientais. Neste contexto, as plantações florestais apresentam um papel de destaque nos cenários nacional e internacional.

Sabe-se hoje que somente por meio de florestas plantadas serão obtidas as matérias-primas (madeira, celulose) para dar conta das necessidades sociais sem aumentar a pressão sobre o pequeno remanescente das florestas naturais. O Brasil apresenta alguns fatores favoráveis à silvicultura, como as condições de solo e clima tropicais, o desenvolvimento de tecnologia de ponta, além da disponibilidade de áreas para plantio e mão-de-obra.

Apesar da relevância desse setor para a economia brasileira, alguns aspectos, principalmente os relacionados às interações com o meio ambiente, ainda não foram amplamente divulgados ou não são de conhecimento da grande maioria da população.ptos é que ele é uma ótima opção para a agricultura familiar em áreas já degradadas. Num ciclo de crescimento de seis anos dos plantios isso significa que o pequeno produtor poderia ter de 18 a 24 vezes mais madeira para venda e consumo, para gerar energia, matéria prima para carvão, mourões de cercas, serraria, construções e tudo mais que a madeira pode fazer numa propriedade rural.

2. POR QUE PLANTAR EUCALIPTOS?

Até pouco tempo, a necessidade de madeira era suprida quase que exclusivamente por meio das florestas nativas, cuja destruição tem provocado, muitas vezes, danos irreversíveis a alguns ecossistemas. É nesse contexto que entra o eucalipto, uma árvore da maior importância para o mundo, em virtude de seu rápido crescimento, produtividade, grande capacidade de adaptação e por ter inúmeras aplicações em diferentes setores. Esta planta está presente nos cinco continentes e em todos os Estados brasileiros, segundo informações da Sociedade Brasileira de Silvicultura.

O plantio de eucalipto é, portanto, a melhor solução para diminuir a pressão sobre as florestas nativas, viabilizando a produção de madeira para atender às necessidades da sociedade em bases sustentáveis. O plantio de árvores para abastecer a indústria de papel e celulose, móveis, siderurgia a carvão vegetal, painéis e chapas contribui, de forma significativa, para reduzir a pressão sobre as florestas nativas, conforme ressaltam diversos estudos do Ministério do Meio Ambiente e de universidade brasileiras. Cada hectare de floresta plantada de eucalipto produz a mesma quantidade de madeira que 30 hectares de florestas tropicais nativas.

3. UM ILUSTRE IMIGRANTE

Originário da Austrália e de outras ilhas da Oceania, onde ocorrem mais de 600 espécies do gênero, o eucalipto começou a ser trazido para o Brasil na segunda metade do século XIX, com o objetivo de ajudar na produção de dormentes para as linhas férreas que se instalavam no país.

A partir dessa época, o eucalipto passou a fazer parte da paisagem brasileira, ao lado de outros estrangeiros conhecidos, como o café e o trigo (do Oriente Médio), o arroz e a soja (da Ásia), o feijão, o coco, a cana-de-açúcar e gramíneas forrageiras (da África), o milho (do México) e a banana (do Caribe).

4. GERAÇÃO DE RIQUEZAS

São inúmeras as formas de contabilizar as riquezas geradas nas comunidades próximas ao cultivo do eucalipto. Entre elas, empregos diretos e indiretos, recolhimento de impostos, investimentos em infraestrutura, consumo de bens de produção local, fomento a diversos tipos de novos negócios (inclusive de plantios em áreas improdutivas) e iniciativas na área social como construção de novas escolas e postos de saúde, além de doações, que levam cidadania a áreas antes esquecidas.

A indústria de base florestal é estratégica para o Brasil devido ao seu perfil fortemente exportador. Isso contribui para a realização do superávit da balança comercial, propiciando as condições econômicas necessárias à promoção do desenvolvimento social.

O setor já responde pela segunda posição na balança comercial do agronegócio brasileiro. Estima-se que o setor florestal no Brasil seja responsável pela existência de 1 milhão de empregos diretos e outros 3,5 milhões indiretos. O plantio de madeira reflorestada e a exportação de produtos madeireiros já movimenta 3,5% do PIB nacional. E propicia um superávit na balança comercial de cerca de US$ 6,7 bilhões. Somente as exportações de produtos oriundos de matéria-prima de florestas plantadas de eucalipto e pinus no Brasil totalizaram aproximadamente US$ 3,35 bilhões. Em termos tributários, o setor também dá uma demonstração de força, pois a estimativa é de uma arrecadação anual de US$ 4,6 bilhões em impostos.

Além disso, as empresas de produtos florestais investem pesadamente em projetos de ação social, uma importante contribuição para a melhoria da qualidade de vida das comunidades no seu entorno.

5. CULTIVO DO EUCALIPTO

A implantação de monoculturas é, sem dúvida, um dos pontos que merecem a atenção da sociedade. Café, soja, cana-de-açúcar, pastagens, eucalipto ou qualquer outra cultura que seja feita sem critérios ambientais é extremamente prejudicial ao meio ambiente e ao homem. No entanto, todos os produtos resultantes desses cultivos são fundamentais à sociedade.

No caso do eucalipto, vários são os meios adotados para integrar as plantações ao ambiente natural. Procura-se manter ou aumentar a biodiversidade dentro das áreas plantadas, através do planejamento técnico (seleção de solos aptos para o plantio, preservação de mananciais e matas ciliares), do estabelecimento de corredores de vegetação natural para a movimentação da fauna, do plantio de enriquecimento nas áreas de preservação e da adoção de práticas que garantam a sustentabilidade do sistema.

6. FAUNA E FLORA

Os benefícios da plantação de eucaliptos em uma propriedade rural são muitos, sendo um dos mais importantes a redução da necessidade de desmatamento das florestas naturais, colaborando em grande escala para minimizar o aquecimento global. O sistema agrossilvipastoril, combinação de árvores, cultura agrícola e animais numa mesma área ao mesmo tempo ou de forma sequencial, sendo manejados de forma integrada, é uma alternativa viável para o uso consciente da terra.

O plantio de árvores em pastagens pode resultar em vários benefícios para os componentes do ecossistema: clima, solo, micro-organismos, plantas forrageiras, sequestro de CO2 da atmosfera e animais. Do ponto de vista econômico, social e ambiental, a produção de eucalipto pode melhorar o bem estar e da qualidade de vida do produtor, com a agregação de valor econômico na propriedade rural através da exploração da madeira, do melhor desempenho produtivo e reprodutivo dos animais e da conservação dos recursos naturais do ecossistema

7. RECURSOS HÍDRICOS

Alguns trabalhos científicos demonstram que as plantações de eucalipto se comparam à Mata Atlântica quanto à evapotranspiração anual e ao uso de água no solo. Considerando o ciclo de crescimento do eucalipto para a produção de celulose, o uso de água pela plantação de eucalipto pode ser inferior ao da floresta nativa, principalmente no início do ciclo.

Além da similaridade entre o consumo de água entre as diversas espécies florestais e o eucalipto, estudos também demonstram que, comparativamente a outras culturas agrícolas, o eucalipto não se destaca no ranking de consumo hídrico, barateando ainda mais o processo de cultivo. Outro aspecto interessante com relação ao eucalipto é a eficiência do uso da água para a produção de biomassa. O eucalipto é altamente eficiente, pois, comparado a outras culturas, ele produz mais biomassa por unidade de água consumida.

8. SISTEMA RADICULAR DO EUCALIPTO

A foto abaixo evidencia uma característica do sistema radicular (raízes) dos eucaliptos utilizados em plantios comerciais, que é a concentração, nos primeiros 60 cm do solo, das raízes responsáveis pela absorção de água e nutrientes. A raiz pivotante, que é a responsável pela sustentação da árvore, normalmente não ultrapassa a faixa dos 3 metros de profundidade.

Dessa forma, a crença popular de que a raiz de eucalipto cresce para baixo o mesmo tanto que a copa cresce para cima não condiz com a realidade, e jamais atingem os lençóis freáticos, situados os em profundidades bem maiores. A folhagem ou copa do eucalipto retém menos água de chuva do que as árvores das florestas tropicais, que possuem copas mais amplas. Por isso, nos plantios de eucalipto mais água de chuva vai direto para o solo enquanto que na floresta tropical nativa a água retida nas copas das árvores evapora-se diretamente para a atmosfera.

9. CONSERVAÇÃO DO SOLO E DA ÁGUA

O solo é um dos recursos mais preciosos que uma empresa florestal possui, sendo essencial a sua proteção. Para tanto, medidas são adotadas para que as suas características físicas, químicas e biológicas sejam mantidas ou até mesmo melhoradas.

As plantações de eucalipto são conduzidas em ciclos de 7 anos. Após a colheita das árvores, pode-se formar uma nova floresta com a brotação dos tocos. A renovação do ciclo, com o plantio de novas mudas, pode ocorrer, portanto, aos 7, 14 ou 21 anos do início do cultivo.

No plantio dessas novas mudas, o fogo não é utilizado para a limpeza da área, e toda a matéria orgânica depositada pelas árvores do eucalipto no ciclo anterior (galhos e folhas) permanece no local, formando a serrapilheira. O revolvimento do solo é mínimo. A área é sulcada e nos sulcos são abertas as covas que receberão as mudas. Em locais com topografia acidentada, abrem-se apenas as covas para o plantio. Com esse tipo de manejo, o solo permanece protegido contra a erosão causada pela chuva, sol e vento. Além disso, a matéria orgânica favorece a infiltração da água das chuvas, abastecendo o lençol de água subterrâneo (lençol freático), responsável pela formação das nascentes.

10. CONVIVÊNCIA COM OUTRAS PLANTAS

Normalmente, observa-se plantios de eucaliptos sem a presença de outras plantas. Muitas pessoas associam este fato a uma possível produção, pelo eucalipto, de alguma substância inibidora da germinação de outras espécies vegetais. Na realidade, nos plantios de eucalipto, como em qualquer outra cultura, é necessário controlar a vegetação competidora, para permitir o crescimento da espécie cultivada. Ressalta-se, também, que a copa do eucalipto proporciona um alto sombreamento nos primeiros anos de cultivo, o que impede a entrada de luz suficiente para o aparecimento de algumas plantas.

Apesar disso, por ser uma cultura de porte florestal, o eucalipto e o sub-bosque presente nos plantios formam corredores para as áreas de preservação e criam um hábitat para a fauna, oferecendo condições de abrigo, de alimentação e mesmo de reprodução para várias espécies. Em várias regiões do Brasil, existe o uso da vegetação do sub-bosque -especialmente gramíneas para a criação de gado-, ocorrendo, também, o aparecimento de espécies florestais nativas nos povoamentos mais velhos.

11. USOS DO EUCALIPTO

  • Papéis diversos (impressão, cadernos, revistas)
  • Absorvente íntimo
  • Papel Higiênico
  • Guardanapo
  • Fralda Descartável
  • Viscose, tencel (roupas)
  • Papel celofane
  • Filamento (pneu)
  • Acetato (filmes)
  • Ésteres (tintas)
  • Cápsulas para medicamentos
  • Espessantes para alimentos
  • Componentes eletrônicos
  • Carvão Vegetal para siderurgia
  • Madeira serrada
  • Móveis
  • Construção Civil
  • Brinquedos
  • Lenha e Biomassa como fontes de energia
  • Fármacos
  • Produtos de higiene
  • Produtos de limpeza
  • Alimentos
  • Mel
  • Própolis
  • Geléia Real
  • Postes e mourões

Outras Utilidades: O eucalipto também remove gás carbônico (CO2) da atmosfera, contribuindo para minimizar o efeito estufa e melhorando o microclima local. Por fim, o eucalipto protege os solos contra processos erosivos, conferindo-lhes características de permeabilidade, aumentando a taxa de infiltração das águas pluviais e regularizando o regime hidrológico nas áreas plantadas.

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